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Resenhas

SITE DA ESCRITORA MARGARIDA PATRIOTA  Resenhas (Página 2)

[RESENHA] U’Yara – Rainha amazona | Blog Coração Leitor

Lugar de mulher é na Tribo Og. Isso mesmo! Porque lá os homens servem apenas para serviços como varrer, limpar e catar piolhos. É nesse lugar que nasce U’Yara, uma garota destemida cheia de ideias pioneiras e boas intenções que, para se tornar rainha, vai ter de engolir muito sapo – ou outro animal qualquer lá da Amazônia. Haja ternura para lidar com os desmandos de Murumu’Xaua, com crenças imutáveis e ultrapassadas e planos terríveis para tirar-lhe o direito ao trono. U’Yara terá de aprender a lidar com o querer de um povo, a mudar tradições arraigadas demais em pensamentos acomodados e, principalmente, a equalizar diferenças promovendo a igualdade, porque, para isso, vale a pena ser a rainha amazona.

U’ Yara, a guerreira, nasceu na Tribo Og um lugar no meio da floresta Amazônica onde quem liderava eram as mulheres. Elas governavam, caçavam, pescavam e lutavam, os homens tinham tarefas especificas como varre o chão, catar piolhos… tudo pensando na qualidade de vida deles que eram vistos como serem frágeis. A mãe de U’Yara morreu logo após seu nascimento e ela foi criada por sua tia Murumu’Xaua que criava as mais difíceis tarefas para a princesa. Logo cedo a jovem desenvolveu formas de lhe dar com os desmandos da tia, aprendeu até suportar a dor. Sua maior alegria era quando podia aproveitar o dia no lago junto de seu amigo.

Mesmo triste com a ausência do amigo a jovem U’Yara de posse de seus 14 anos assume de vez o trono que estava guardado para ela. Como toda adolescente ela aproveita para desfrutar da boa vida que a tia não permitiu que ela tivesse, mas como o passar do tempo ela começa perceber que a tribo Og não funcionava tão bem assim.

U’Yara tinha um amor muito grande por seu pai e ele por ela, mas como havia se casado com sua mãe de leite ele foi obrigado a viver distante da aldeia, e contrário do que conhecemos ser/ter pai não era importante, mais para U’Yara era. Ter o pai por perto era seu maior desejo, mas foi fortemente recusado pelas anciãs. Tomada de coragem e delicadeza ela decide que as coisas precisam mudar, mesmo com pouca idade ela via a vida de outra forma, para ela homens e mulheres deveriam ter os mesmos direitos.

O livro U’Yara Rainha amazona é como nossa floresta rica, bela e precisa ser preservada com amor e carinho, mesmo com a sinopse em mãos não imaginei uma leitura infantil tão rica como esta, a autora nos presenteia com uma história que nos levar a refletir sobre os direitos das mulheres e dos homens também. Afinal, como seria o mundo se os homens fossem submissos?? Iniciando seu projeto de mudanças U’Yara que até mesmos os homens não desejavam que elas ocorressem, seja por costume, medo e até mesmo por acharem que mereciam a vida que tinham.

Nas entrelinhas é visível a história das mulheres durante os séculos mas tendo os homens como protagonistas e devo admitir que nenhum e nem o outro é belo. Margarida Patriota traz um livro que precisa chegar aos nossos pequenos e grandes leitores e agora sonho que ele seja trabalhado em todas as escolas.

Uma leitura leve recheada de humor e reflexões, e para melhorar… Podemos sentir o farfalhar das árvores, ouvir o canto dos pássaros e o uivar do vento, além de correr por entre folhas e galhos e tudo graças a delicada e emocionante escrita da autora que nos insere no meio da natureza. Dois detalhes me chamaram a atenção: primeiro o dialeto criado para a tribo Og e segundo as ilustrações que são lindas, na verdade a diagramação é perfeita.

Será que indico esse livro?? CLARO!!!

Jéssica, é um livro infantil e acho que você falou tudo na resenha… NÃO!!

Acredite existe muito, muito mais nessas 141 páginas. Venha, vamos logo para a Amazônia 😉

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A saga da rainha amazona | Blog Clara Arreguy

Margarida Patriota é uma escritora de Brasília que muito admiro e que me encanta a cada novo livro. “U’Yara, rainha amazona” (Saraiva), que terá um trecho lido nesta terça (25) no projeto “A Voz do Autor”, na Le Calmon, parceria da livraria com nosso Instituto Casa de Autores, é um delicioso romance para jovens.
 
Mas para leitores de qualquer idade, claro. Como em outros livros de sua autoria, Margarida domina a narrativa e mergulha na personalidade de sua protagonista, recriando tempo, costumes e linguagem, sem perder o senso de humor, marca da sua elegância.
 
U’Yara é uma menina que nasceu para liderar sua tribo – de cultura dominante feminina. Por ter perdido a mãe no nascimento, acaba criada por uma tia malvada. Mas a infância de agruras ajuda a forjar seu caráter guerreiro, sem lhe tirar o idealismo que a inspira a procurar modificar o mundo, seu mundo, dividido entre castas dos que podem tudo e dos que nada podem.
 
Com informações, verve, narrativa elaborada e sempre surpreendente, “U’Yara, rainha amazona” vai muito além do romance juvenil, com qualidades para agradar a todos os leitores. E inclusive os jovens que queiram uma experiência menos rasa e rasteira, com substância e valor.

Resenha livro U’yara, rainha amazona | Ensaio para um Romance

Hoje trago a história de U’yara – confesso que adquiri o livro por causa do nome ser igual a meu :)- uma menina indígena que passa por poucas e boas com a sua tia Murumu rainha provisória da Tribo Og. Tudo isso porque o lugar de rainha na tribo já é seu de fato, embora Murumu tentar de todas as maneiras – até humilhantes tirar o reinado da princesa/rainha U’Yara a índia mais esperta que a tribo já teve.

 

A autora Margarida Patriota nos presenteia com uma história de riqueza exemplar. A leitura é de nível médio, mas com um bom dicionário ao seu lado irá conseguir caminhar tranquilamente pelas aventuras de U’Yara juntamente com o seu melhor amigo Mandi.

 

“ Maltratar a herdeira nas solas dos pés faz Murumu salivar de gosto. ” (trecho do livro, pág. 33)

 

Só daí dá para imaginar a tamanha maldade dessa tia tão egoísta. Isso porque é de certo, Murumu achar que submetendo a sobrinha a esses tipos de situações arriscadas, ela estaria lhe dando o polimento necessário para governar.

 

Outra passagem interessante da obra é quando a autora nos explica o porquê das atitudes de Murumu e do comportamento da U’yara diante dos pedidos excêntricos de sua tia. É uma aventura muito legal, e cheia de emoções. Recomendo esta obra que foi publicada pelo selo Saraiva 100 anos – Coleção Jabuti.

 

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Livro “U’Yara, Rainha, Amazona” será lançado em Brasilia | Cultura Alternativa

Título aborda emancipação feminina e igualdade de gêneros

São Paulo, maio de 2015 – A história de U’Yara, rainha amazona, publicada pela Saraiva, transcorre na tribo Og, lugar em que as mulheres mandam e os homens obedecem —feitos apenas para realizar tarefas como varrer, limpar e catar piolhos.

 

É neste paraíso para mulheres que nasce U’Yara, uma garota destemida, cheia de boas intenções e ideias pioneiras sobre igualdade, que, para se tornar rainha, vai ter de superar várias adversidades.

 

Um de seus desafios será o de mudar crenças e tradições ultrapassadas. Além disso, ela terá de promover a justiça e a igualdade, pois só assim valerá a pena ser uma rainha amazona.

 

A tarefa se torna mais complicada quando Murumu’Xaua tenta tirar o direito de U’Yara governar.

 

O livro é indicado para jovens a partir dos 14 anos e mostra, com boa dose de humor, a importância da igualdade de gêneros na sociedade.

Sobre a escritora:

Autora de romances, contos e ensaios, bem como de títulos voltados para o público juvenil, Margarida Patriota foi professora da Universidade de Brasília de 1976 a 2003. Desde 1997, comanda o programa Autores e Livros, da Rádio Senado.

Serviço

Cidade – Brasília-DF

Local – LeCalmon Livraria

Endereço – SCLS 111, Bloco C, Loja 22

 

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Linda juventude | Blog Clara Arreguy

Já fui entrevistada duas vezes pela professora e premiada escritora Margarida Patriota no programa “Autores e Livros”, que ela mantém há anos na Rádio Senado. Pessoa, além de brilhante, gentil e de um refinamento raro hoje em dia.

 

Acabo de ler dela o romance “Enquanto aurora – Momentos de uma infância brasileira” (7Letras, 2012), uma narrativa aparentemente juvenil, mas de uma poesia e uma profundidade que enganam à primeira vista.

 

A narradora do livro é a adolescente Maria, que nos conta, como quem não quer nada, as aventuras e desventuras dela e dos primos nas férias que compartilham em fazendas e praias pelo Brasil. Enquanto se divertem, os jovens aprendem, sofrem, crescem, cada qual com suas dificuldades. Uns são órfãos, outros têm irmão pequeno, outros anseiam por maior proximidade com a família.

 

A sexualidade latente, o amadurecimento acompanhado de alguma filosofia e muita poesia, a narrativa ao mesmo tempo contemporânea e aparentada de narrativas clássicas, a simpatia irresistível de Maria, sua avó, seus tios e primos, fazem de “Enquanto aurora” uma leitura simplesmente deliciosa, imperdível. E que bela edição!